8 de ago. de 2019

Pânico em uma cidade pequena!



Uma certa vez eu e o Lorrane combinamos pelo Msn de ir pra Medianeira. Era uma sexta feira, a gente partiria na manhã de sábado e voltaria no final de domingo.

Sábado, sete horas da manhã já levantei objetivado! Peguei a mochilinha, sai remando até a rodoviária na esquina e peguei o primeiro ônibus pra Medianeira; 12Reais e cinquenta minutos. Chegando em MediCity, só com o combinado, afinal, naquela época não era tão comum ter celular. Encontrei os meninos na pista e passando algum tempo, chega o Lorrane de Cascavel. O Madruga rapidamente improvisa um rap de comemoração ``Lorrane rane sem money! Por aqui! Lorrane rane sem money! Tá aqui!``. Muita Troca de ideia daqueles que apesar de viverem em distância de cidades, parecem se conhecer como amigos de todos os dias; Um pouco de skateboard; Clássico pão com presunto e queijo com petróleo engarrafado!

Afazeres planejados de maneira simplória, afinal a viajem era desobjetivada e a questão plenamente sugestiva; ``Vamos na balada!`` Sugeri; ``Tem uma escada numa escola, perfeita!`` Bruno conta; ``Queria uma pizza, pode ser a noite`` Diz Lorrane; ``Lorrane rane sem money! Money sem lorrane rane sem money...`` Madruga volta ao freestyle...

Plano feito, ficar na casa do madruga; Pizza a noite; comprar os ingressos da balada; conhecer a escada da escola, afinal, eram os dezesseis anos e o corre é louco.
Partiu deixar as bagagens na casa do Madruga. junto com o Lorrane-Rane-sem-Money (maldição de rap viciante).

Saímos a almoçar um lanche em um pico que as gatas eram como água e, transbordava por ali! MediCity! Brilhava contornos e rebolados, ou melhor, o paraíso das gatas!... Algumas cantadas; uma gangue de skaters; uns raps sobre o lorrane-rane-sem-money; e uns passeios nas lojas estilão topete pra cima e ``sou um skater profissional``.

Passamos em uma revenda de turismo e compramos três ingressos, Lorrane, eu, Madruga e o Bruno tinha um outro plano: Como ele conhecia a casa de show e tava sem dinheiro no momento, sabia que lá era uma balada instalada no meio do nada; logo, se você desse a volta no lugar, a parte de trás era defendida por um laguinho e árvores, e vencendo o laguinho, era entrada sorrateira e invisível! Talvez o plano não tenha sido tão bem planejado, ou talvez, tão mal planejado que não parecia nenhum problema...

Após rolês e conversas, partimos à escolinha conhecer a escada; Procedimento comum: Jogar o skate, pular o muro e cuidar pra ninguém ver... Pico escolar, bancos e palcos, skatando todo os lados, quadra de esportes e uma escadinha chave de uns cinco degraus. Ali a questão foi tranquila, fazer uns solos, esquecer dos problemas e dar uns flips na escada. O Bruno voltou um 3flip (Uma marca assinada dele) e dei tipicamente um nollie; Naquela época as skate plazas eram muito raras no Brasil e, você não encontrava escadas legais pra treinar; A gente encontrava um gap qualquer e tentava mil vezes, não havia aquele com base boa ne escadaria como hoje é possível.

Após alguns flips de skaters corajosos nos degraus do palco; Alguns games of skateboarding; Lorrane-Rane intimida com sua base de laser flip; ficamos por ali, ainda em sombra, enrolamos a tarde e... Surpreendentemente! Não menos do que clássico! Sem pensar demais! Mais uma vez... Pedimos um petróleo engarrafado da geladeira do posto abastecida pela petrolifera cujo nome me recuso a pronunciar!... Deixo a adivinhar... Quem busca?

``Game of skate!`` é unânime a tomada de decisão pela batalha que objetiva a premiação. Há má intenção nos olhos dos sujeitos; manobras escondidas nas mangas; rivalidade a se resolver em tricks; determinação nos olhos dos switeros; Roubo de letras e cross foot; Pressão psicologica na cabeça do adversário; regras novas pras cinco letras; Bruno contra mim e, madruga é desafiado pelo fruto de sua inspiração... Rane, rane, sem money... Lorrane!

Depois do madruga buscar a coca, esquematizamos os horários: A gente sai quando começar a escurecer; Segue diretamente pro chuveiro; pede a pizza já pronto; Postura de patrocinado, topete em baixo do cap... Calabresa e nada menos? Saímos...

Por incrível que pareça a casa do madruga fica a uns kilometros do centro, onde estávamos. Após um caminho torturoso, chegamos e conhecemos a família toda. Nos deparamos com surpreendente carinho, camas arrumadas, lençóis e travesseiros bonitos e privacidade entre colchões. Sem safadeza, mas eu não gostaria de dormir abraçado com o lorrane... Até porque... Ele não faz meu tipo.

''...Então mano a questão é a seguinte: Vai ser de frango com catupiry!`` Afirmo o meu automatismo jovial de quem desconhece bacon com alho ou lombo com requeijão.
''Ok... Vocês decidem. Mas, vai ter calabresa!`` Diz o que quer sem querer, seu Madruga.
Não surpreendentemente Lorrane não deseja nada diferente e conta``A gente faz um lanche regado de calabresa na lanchonete que eu trampo. A calabresa rende muito e tá barata no mercado, bora pedir!``.
Três martelinhos em um mesmo objetivo e... bora chamar o Bruno!... Eu ligo já colocando o desespero! ''Ae B, só chegar! Pizza de calabresa e frango com catupiry a caminho. Madruga já partiu pro chuveiro e depois da pizza, só foi!``

Todos prontos e a pizza chega, mas, o Bruno não... Comer ou não comer? Passou pela cabeça, mas não impediu jovens famintos frente a cheease com carne. Começamos a pegar os pedaços, na calçada de casa, pizza destampada e histórias de boca cheia. Bruno chega, vestindo uma camiseta da Nike, senão me engano, aquela que ele nem bota na lixa, sabe qual é?... Comeu a vontade as fatias restantes daquela espécie de pizza Gigantesca, da época em que a borda com recheio era uma parte separada e, a gigante umas 59polegadas.

Partimos, de skate, pra balada! Pranchinhas na rua, remadas em slow motion e slides de leve. Nada de ollie ou fazer alguma graça, afinal, dá até pra ignorar sujerinha na calça, só que não braço ralado!... E fizemos a rua do Madruga, descida, em uma cidade de morros, altos e baixos. Passamos algumas quadras em linha reta até chegar na pista de skate... Seguimos reto pela canaleta da rua, luzes noturnas e vias vazias, quebrando dentro de umas quadras à esquina do centro até chegar na escola... ``Vamos deixar os skates aí?`` questiona o Lorrane... (rane, rane, sem money)... ``Eu pulo, aí vocês jogam os skates e lá eu escondo. Beleza?`` Bruno responde. Em seguida toma distância, faz uma pequena pausa, passos rápidos e largos, pé na parede e mão no cooping! Sobe o muro e pula do outro lado: ``Manda os skates!`` ordena.
Quatro skates nos ares, uma chuva perigosa, trucks de aço e tábuas farpadas. Talvez o pior medo fosse desmaiar o Buno, sem querer e de uma vez!... Mas, o menino é ágil, tem pernas alongadas, corre rápido... Se fosse um lagarto, talvez ficasse estacionado esperando algum sinal dos céus, mas não, era o Bolt fora do skateboard.

A gente esperara ali, enquanto ele escondia os skates...
``Não tem perigo de alguém roubar?`` A gente questiona;
Bruno responde ``Mano! O lugar que eu escondi não é nem esse que se você não souber cê acha... Ta ligado?``
...``Pelo jeito o meliante reiterava suas invasões e voltas à escola``;... pensamento solto!...

Andando, andando e, andando... Continuamos fazendo as quadras de Medianera, guiados pelo Madruga fazendo uns freestyle do ``Lorrane-Rane-Sem-Money é um péssimo streetero! Lorrane-rane-sem-money aqui eu boto o desespero!``; Até chegarmos a uma parte da city perto da 277, Br do Paraná.
A casa de show Aruba traz a ideia de Oasis, um paraíso no meio do nada; fica perto da Br e, tem muitos lagos; Chegamos.

``Esqueci a identidade, puta que pariu!`` surpreende Madruga e continua ``Não é assim. Vou ligar pra alguém trazer!`` Faz uma ligação afim de meter a pressão! Pânico in the house! ``Então mãe, tem como trazer... Por favor?!``
Desliga e conta que alguém vai vir, a gente senta em uma mureta e redebate a questão que... Não por menos!... Surpreendentemente!... Não o que, mas, quem!... Chorume em petróleo, açucarado e cinco copinhos?... ''Tenho dois pila!``...
Lorrane-rane-sem-money trouxe o açúcar derretido em bebida com gás. A questão é tão comum que se repete: bochechos, xarope com gás e troca de papos em tom de comemoração ``Orra! Teve uma vez que...``

Chega uma scooter branca de farol baixo, um ar de decepção. A mãe do madrugada dá uma bronca nele ``Não faz isso de novo filho! Não esquece!`` e a gente segue... Até à entrada da balada-café-aruba onde nos despedimos do Bruno; Relembra o plano: Na parte de trás há um laguinho; o laguinho ficava do lado da parte descoberta da balada; o laguinho possuia um ``meio fio`` uma ``cantoneira``; a gente chega na parte descoberta e faz um montinho, o Bruno passa o laguinho pela cantoneira e entra no montinho, invisível no estilão gratuito.
Esperamos e trocamos ideias na fila, passamos pela revista, ``O segurança pegou no meu íntimo`` e entramos na balada! Bêbados em todos os cantos, gatas e rebolados! DJ, músicas com technos em combo, golpes de luz pra todos os lados, um bar de garrafas caras, outro de cervejas e parece que o nome de hoje é ``aloha``. Chegamos na parte descoberta e fazemos sinal a uns olhos brilhantes em fundo preto e arborizado; B, experiente, toma impulso e passa rápido pela cantoneira entre o laguinho e a estrutura da balada, sobe a varanda e se mistura na algazarra, turminha skateboard; Mais dois jovens surreais aproveitam o momento e sobem rápido pelo mesmo pico.

Trocamos umas ideias, balançamos algumas danças, idade pra beber e vaquinha pros bares; ``Bora pegar uma garrafa de vodka!`` eu, o-nenhum-gênio; ``Isso é muito caro aqui`` brinca B, pós criminalmente invadir o estabelecimento; ``Orra piazada, bora pegar alguma coisa! vocês não colabora`` diz Sir Madrugada memória-de-elefante.
''Então umas cervejas`` afirmo em tom de quem pede lealdade!... Só foi!...

Entretanto a organização do Café-Badalada-Aruba vendia bebidas por tickets, onde se compra primeiro uma ficha e depois pega o alcóol engarrafado, ou, enlatado. Segue Lorrane-Rane, eu e B, chegamos na cabine dos tickets: ``Vou pegar um Ar da montanha! Eu acho...!`` Bruno se questiona, pensa alto, decide e pede. Algumas fichas de cerveja e seguimos ao bar! Postura de skater de férias do Xis Games e penteado lindão, rosto pra cima, ar de terror das gatas e... Passo as fichas, pego a cevada industrializada em líquido e sigo à turminha bolada skateboard... ``Aqui, seus fracos!`` pondo susto, tem que meter o pânico, nesses meninos skateboarders.
Satisfação total, as luzes distribuídas em inúmeros globos giratórios; Rebolados e rebolados de garotas em mini vestidos no dia do Aloha; Os golpes de luzes parecem desfrutar dos quadris em dança; uma noite colorida e sensual!...

``Cadê o Bruno?`` questiona o Lorrane...``Foi pegar Ar-da-Montanha, perto de alguma nuvem`` respondo-o; Vamos atrás em questionamento pessoal: Alguém já tomou o ar de uma montanha? Ele é engarrafado por algum índigo?; Procuramos um pouco e o encontramos conversando com o bar-men, ou melhor, ouvindo instruções: - ``Essa bebida é assim: vou colocar um pouco no copo, aí você tapa batendo a mão! Espera um pouco e bebe!``
Ele afirma ter entendido enquanto o sujeito preparava o Drink. Fora servido no copo e no momento da mágica, tapar com a mão, Bruno disfere uma pancada que o ultrapassa; soco no balcão! Copo em cacos! Drink de mais de dez, rapaz!; e o momento depressão o captura, as lágrimas vem nos olhos e as mãos tapam a cabeça; imagine desejar voltar no tempo e a tristeza por não conseguir, enquanto sente uma vergonha pessoal onde a força do tapa fez do gole das montanhas fragmentos de vidro.
''Não vou nem zoar, vamos pegar uma cerveja! Vem!`` arrasta o Bruno, Madruga seu amigo de todos os dias. Enquanto isso a gente permanece com satisfação no olhar, rebolados e rebolados, noite do Aloha...

Depois de algumas cervas, talvez muitas, aparece alguma bebida surreal trazida por algum alien; B oferece ``Bebe isso aqui men!``; Algo semelhante ao corrosivo com morango de cor indeterminada e em vidro de vodka; ``Eu não. Da onde veio isso? Isso aí apaga!...`` Lorrane rane comumente pensava duas ou mais vezes; ``Isso aí é coisa de Alien, que nem lagartos, que Aliens são`` digo; ``Lagartos são aliens?`` - Lorrane-rane; ``Igual os cavalos, men!``; ``Agora os cavalos também são aliens?`` Madruga; ''Os cachorros, por exemplo, você acha que foram feitos em laboratório?`` ué?; Ficamos muito bêbados com a bebida corrosiva de ozônio, quase não dá pra ficar em pé; Voltar!

Madrugada, decisão tomada, todos saem cambaleando rumo a uma trajetória gigantesca até os skates. Não dá pra aguentar mais; São alguns kilometros por dentro das quadras ao lado da Br 277; Andamos, andamos e andamos... Com o passar do tempo as pernas sentem a sensação do cansaço, passa algum tempo e tornam-se o próprio cansaço... Mais algum tempo e... as pernas sentem-se como carvão, prontas para despedaçar, só que são pernas!... Continuamos a andar...

``Lorrane rane sem money nunca teve fama! Por isso que lorrane rane vive sem grana! Lorrane rane entorna o caudo de cana! Lorrane sem money, money, tá na trama!`` e os raps extrapolam a criatividade ao estilo quase livre (aprisionado, ao crack que é rimar lorrane com rane-money)... Com a empolgação o B solta umas cantorias, canta as músicas que vem na cabeça, brinca demais e tira a roupa; Corre na rua de cueca; De repente olho pra trás e lorrane também ta correndo de cueca; Estávamos só descendo uma rua a pé, por que os dois tiraram a roupa?; Cantam e andam abraçados entre piadas de bêbado e risos de euforia.

Não participamos da brincadeira calorosa até passar na frente de uma mecânica: Bruno reconhece um carro na frente da mecânica e diz ``tá aberto, se liga, chega aí!`` Se aproxima do carro, olha sobre os vidros, coloca a mão na maçaneta e naturalmente abre a porta! ``Tá aberto!`` empolga os ratos de rua; Aproximamos do carro e ele ficou procurando alguma chave, sem sucesso. ``Entra aí, só soltar o freio de mão`` B diz, dentro de um carro, frente uma mecânica, chão de cascalinho em uma rua vertical asfaltada. Entramos!... B, soltou o freio de mão, girou o volante pros lados e a engenharia de lata velha sobre rodas sai do lugar... Um kilometro por hora... Dois kilometros por hora... Pânico!... Três kilometros por hora... Vai saindo da mecânica cujo chão é de cascalinho, entrando na rua... Aí já era quase uns 4, talvez 5kilometros por hora... Entra na rua e atinge uma dinâmica descida de alucinantes zigue zagues a uns 10kilometros por hora!

Skates são mais velozes do que carros desligados, imagino. Em uma rua de vinte metros, um board pega indeterminados kilometros por hora e atravessa num instante! Essa lataria? Parece um avião sem asas em um aeroporto sem luzes... Fim da descida, pernas de carvão, só tristeza.

Bruno aproveita e pega o extintor de incêndio antes de descer; surpresa! Pinta os ares de branco; ataca seu madruga à distância; pinta os vidros da lata-chama-veículo de branco e fim. Do extintor... Risos por todas os lados! dois sujeitos de cueca na rua! um carro estaciobandonado! Algum bolor e alguma culpa!... Deixamos os passos um pouco mais rápidos e saímos de perto de qualquer prova de crime.

O Lorrane e o Bruno ficaram bastante tempo de samba canção na rua; talvez nós fizemos um rastro tão extridente de risos e barulho que a coisa era alarmante; ``Se acharem o carro, acham a gente!`` Lorrane e eu; ``A escola tá chegando`` B; e quebramos poucas quadras até os muros do esconderijo dos skates.

Agora os dois vestidos, Bruno pula rápido o muro seguido de Lorrane e Madruga. Todos foram buscar os skates; fiquei do lado de fora, pernas em brasa sobre uma calçada de grama (``quase uma cama``); e eles gritam de dentro da escola feito quem se distanciou na escuridão e agora só no chamado!; ``Porra Bruno, depois de amanhã é segunda, onde você escondeu essa porra?`` Madruga.

Os skates engancham no muro, skaters surgem em movimentos de fuga rápida e algumas reclamações: ``Esse lugar que ele escondeu, não dá pra entender nada! Fica entre o teto e o forro, do lado da puta-que-pariu`` Madruga não economiza adjetivos...

Prosseguimos subindo uma rua ao lado da escola, agora com skates em baixo do braço, a poucos quarteirões do centro. Andamos um pouco e chegamos na avenida vizinha da avenida principal; e unânimamente pedimos pra descansar; muretas de lojinhas e sentar parece reviver as pernas.
B começa a dar uns flips na rua, muito pilhado, ultra bêbado. ``Você não volta um flip? Aposto que não volta um kick! Pago a coca!`` desafia madruga; Bruno enfurece e tenta mais um flip, e mais um, e mais um, sem sucesso e desiste; posiciona a postura de um treeflip e... volta! Chavoso em uma primeira!
Não é atoa, porque o menino é bem treinado! Houve um campeonato uma vez em que no fim das voltas, muitos skaters subiam no gap e tentavam finalizar com uma trick de giro! Naquele dia, em uma final e, no final da volta do Bruno ele subiu no gap, deu uma remada e voltou um treeflip que colou no vento! Primeiro lugar.

Lá no meio da rua continuou a tentar seus flips barulhentos e sem acertar nenhum, até que... *tau*...um estralo com som de bala de arma de fogo atravessa a rua!
Foi tiro? não foi! Foi tiro? não foi? Foi tiro? não foi! o diálogo do momento e...
*tau*... *tau*... *tau*... ... ... ... *tau*
Muitos e muitos tiros cortam a rua em som notavelmente horizontal!
Em uma cena sentíamos a graça dos tropeções dos flips e na outra corríamos sem fôlego ou forças; em fila pela calçada até curvar a quadra, e corremos até a avenida Brasil onde ouve questões e certezas: Era tiro, mas, era pra acertar?
Voltamos a correr...

Fizemos a av principal em reta até chegar na extremidade, a pista de skate. Por volta das cinco horas da manhã e sensação de estar em casa. Deitamos e dormimos, naturalmente, entre os caixotes e meio escondidos.
Algum tempo depois o sol nasce, brilhando à visão dos adormecidos, obrigando que os carvões saíssem das cinzas e voltassem a andar (``porra de... vida?``). Nos despedimos do Bruno que morava em um outro sentido da casa do Madruga, onde mesmo poucas quadras pareciam trazer as dores nas pernas de peixes da terra do nunca!
Chegamos! A visão de camas arrumadas e sonos rosados! Deitar e dormir.

Descrever o que é encontrar uma cama no fim de um dia cansativo, skateboard, caça as gatas, correr pela vida e, estacionar um carro torto bem no meio da rua. É dormir que nem bebê, sentir que o despedaçar dos músculos relaxaram e voltaram pro lugar; Dar vez pra sonhar com viagens ao polo norte ou procurar o coelho da páscoa; navegar nas nuvens ou voltar e buscar aquele ar de alguma montanha.
A noite passou e acordamos no quarto do madruga; uma cama de solteiro com uma cama-gaveta-rolante em baixo, outro colchão no pé do quarto; uma estante de prateleiras e objetos, peças, bonés e ursinhos velhos; Um computador ao lado da janela e estávamos em uns lençóis coloridos.

Levantamos e dobramos tudo, em seguida nos deparamos com um churrasco em família no quintal do Madruga! Surpresa! A família desse cara é enorme, é gente pra caramba! Pra não falar do quintal, que é tão grande que tem piscina e churrasqueira!
Enturmamos com os velhos, ou, os mais velhos; velinhos, tios e tias; Uma questão de gerações e marcas do tempo... Churrasco de café da manhã no meio dia recompensa o dia de ontem, enquanto Madruga se explica um pouco aos pais dele; Lorrane se encontra conversando com algum tio que quer ouvir a história da noite passada.

Churrascos de ressaca tem gosto de torrada com ânsia de vômito; os cheiros sempre lembram algum limão líquido da indústria e parece que morder uma carne é morder algo sem gosto. Contamos algumas histórias aos tios, talvez no estilão (``eu sei que não dá pra entender, mas é isso mesmo``): Aí ficamos brincando com o Bruno e ele deu um Treeflip de primeira!
E pouco após o meio dia, perto das treze horas, seguimos até a rodoviária pegar as passagens e retornar. Eu peguei uma pra Foz do Iguaçu e Lorrane a Cascavel (city dos ventos). Enquanto esperavamos, lágrimas nos olhos do Madruga ao se despedir dos frutos da sua inspiração e diz ``lorrane-rane-sem-money eu sei que eu tenho que parar com isso! Boa viagem, até a próxima!`` (sim, muitas)... ``Eros, chama o Diego Gigante da próxima!`` (sim, ou sim?) ``claro! esse cara eu rapto!`` (Chokar ele contra uma dessa!) exclamo!

Ônibus chega, três citys, três skaters amigos, postura de esperado skater brilhando no globo esporte e só foi... Cada um para o seu lado da Br 277, destino: Casa; domingo; pista pública de skate!



ps: Montar um conto, contando uma história pessoal de skateboard foi a ideia onde os skaters escrevem e contam suas histórias. Conte a sua! Publique em algum lugar! Isso é cultura skateboard!

pps: Ando sem internet...

25 de set. de 2018

Concentração: Um só objetivo!



Quando você já tem alguma base de aquecimento, as tricks na manga afim de sempre manter no pé e planos de manobras a evoluir sequencialmente. O viver no skateboard passa a parecer algo fácil de dominar, parece certamente, afinal, de pontos de vistas mais amplo poderíamos presenciar as distrações, os momentos de desleixo não contabilizado na arquibancada ou o gasto de tempo feito meter canela na bordinha na hora que não vai.
Certo é que não dá pra nascer com a percepção de que em proveito sobre o board a gente sente mais do que pode, entretanto, sair de casa com objetivos preparados seriam não somente um bom recurso como também exercício de concentração. Concentração parece algo feito dom ou consequência descoberta de algum exercício. Entretanto, ela pode sim ser exercitada com atenção, isto é, se você tem um foco, um objetivo, você o mantém, o manter seria concentrar, mas, se houver desvio, a retomada do objetivo seria o exercício de focar em concentrar. Desconcentrou? Volta ao objetivo! Desconcentrou? Volta ao objetivo! Desconcentrou? Volta ao objetivo!

No passar do tempo o skater sempre concentra seu objetivo por tempo determinado no obstáculo desejado, com o tempo, esse modo de evoluir vai ser um hábito.
Imagine alguém que anda quatro horas por dia, e dessa quatro horas sempre mantém uma hora desse tempo em manobras de borda. Na segunda hora, mantém esse período em manual, e na terceira hora faz seu proveito em deslizes no quarter, já na quarta hora o mesmo finaliza a sessão de leve no trilho. Esse seria um rolê completo e concentrado de certa evolução.

Um rolê concentrado parece dignamente impossível quando se encontram as vontades sobressaindo-se pra cacete, não é mesmo? Se durante o aprendizado de um nollie bs crooked você sente vontade de andar na mini ramp, se veria obrigado a destruir aquela concentração e partir pra outro obstáculo. Se após chegar no quarter se gastou cinco minutos e foi fazer um solo, certamente que se gastou tempo suficiente apenas pra acertar o que se sabe, não pra aprender nada se esse fosse o objetivo. Fato é que a distração é a roubada que a gente não prevê quando põe o pé na porta de casa e sai pra rua, imagina certamente que daquilo a gente entende, mas, sem realmente entender que se a intenção é evoluir dá pra corrigir vários pontos.

Um só objetivo!

15 de fev. de 2018

O preço da evolução



Ainda no pensamento de Do It Yourself, conversando com um amigo do Pará que joga junto um Game Online de vez enquando, ele me contou que não havia pista na cidade dele. Não há pista, não há muito mais que 40mil habitantes e quase ninguém anda de skate afinal não há onde andar.

Cheguei a conclusão de que realmente não dá pra evoluir muito quando tudo que você tem é apenas a rua, o asfalto. As guias dos meio fio não delizam, e você pode dar voltas na cidade inteira, não é barcelona, os picos são um ou outro e geralmente acompanhados de problemas como chão ruim ou segurança fã de cassetete e odiador de prancha sobre rodas.

Contudo, há ainda uma conclusão muito bacana no que diz respeito a Mini Ramps. As Mini Ramps são uma coisa muito compacta e completa, basicamente você usa ela toda, dispensando o chão e abraçando o impulso da arquitetura aliado a perfeitas cantoneiras.
Quando se tem uma mini ramp, de uma trick pra outra leva-se poucos segundos e as quedas não doem nada, portanto, aprender é muito rápida e a evolução mais ainda.

Entretanto montar uma mini ramp não é tão fácil, isto é, começa pelo alto custo em madeira, fazendo um cálculo em que se dispença um gasto de mão de obra. A parte de aprender o designe das curvaturas, os cálculos e os porques e como montar já é um tanto mais simples, você aprende na teoria e depois na prática.
As cantoneiras podem (dependendo da sorte) no ferro velho custar quase nada e as ferramentas dão pra conseguir com os amigos e os conhecidos, dispensando-se assim compra-las também, certo? Dispensando-se assim qualquer gasto maior do que madeira, parafuso, prego e cantoneira.
Precisa-se do espaço pra mini ramp a onde o tempo não corroa a mesma e que permita que você ande, quero dizer, não dá pra montar uma mini ramp em um lugar que tem o espaço mas não aceita barulho.

Não é algo que se faça rápido, nem mesmo com o bolso vazio, também não é fácil do ponto de vista de deixa-la ideal, correta, onde o resultado seja igual o planejamento no papel, entretanto se você tem uma mini ramp pra andar, você tem a onde andar todo dia.
As vezes tudo que te distancia de saber um blunt flip out é ter uma mini ramp pra praticar, certo? Tudo que compõe ter uma mini ramp vai além do que suas mãos são capazes de conseguir, certo? Mas, saiba que se tiver uma mini ramp, evoluir no que diz respeito a ter ter tricks e tentativas no intervalo de dois segundos faria de você um A`s do flow em stals de borda, um A`s nas tricks de aéreos baixos de quarter, um maldito A`s na familiaridade com transições.

6 de jan. de 2018

A vela na arquibancada



A cerca de 10 anos atrás na pista pública aqui da cidade havia apenas dois caixotes, um de dez centímetros de altura e outro de um metro, ou seja, um bem alto e um que básicamente só servia de manual, não pra grinds muito menos slides...
Entretanto, ainda há uma arquibancada de granilite tão bem feita que devia custar aí um percentual gordo do total preço da pista gasto pela prefeitura. Esta foi devidamente encerada na vela devido a altura perfeita do primeiro degrau de quarenta centímetros, uma borda sem entrada ou saída, isto é, havia vela no pedaço do meio da arquibancada, portanto, dar out era possível só no ollie.

Com o tempo esse pedaço da arquibancada a princípio de borda quadrada fora arredondando, talvez aí de maneira que os slides em especial fossem arrancados pelo deslize arredondado e os grinds em borda arredonda se assemelharem a um corrimão em uma borda que nessa era de concreto granite.
Poucos se aventuraram a passar vela no resto daquela arquibancada de quatro degraus e talvez aí vinte metros de cumprimento. Alguns por vezes encararam a borda crua com vela rescente fora do ponto de conforto, como o lendário Radar primeiro e talvez até o momento único skater a se profissionalizar no skateboard partindo dessa cidade. Ele voltou algumas vezes tricks na borda do segundo degrau do canto over the gran quenia, e no pedaço final do primeiro degrau na saída por cima de um pico de grama.
Alguns outros passaram vela em pontos do segundo degrau dando tricks como na praça da sé, em cima de um degrau pra outro degrau, em alguns dias de empolgação ou o desafio momentaneamente focado.

A verdade é que o tempo venceu a falta de tentativas e o tempo passou, a borda se manteve arredondada e sem vela, o resto da arquibancada não foi encerado ou desbravado e depois de muito tempo eu e os amadores Felipe Sor e Diego Gigante fizemos um caixote de concreto, lembro até hoje dos blocos de concretos caríssimos de dois reais cada, as estacas de ferro, cimento e uma caríssima cantoneira de oitenta pila!
O caixonte não ficou muito bom, ficou talvez aí curto e nem muito fixo no solo, talvez nem mesmo linear, mas tá lá até hoje.
É possível que a existência desse caixote tenha sido apoio no desencorajar da mulecada a encarar uma arquibancada sólida, isto é, apenas passar vela e andar, e passar vela novamente e andar, assim a vela iria ficar marcada e o resto do primeiro degrau da arquibancada seria hoje um obstáculo a mais, uma forma de experiência a mais (pesada em outs), e seria uma evidente concordância entre todos os que a usarem no manter em vela e marcas de truck, quero dizer, pra fazer um obstáculo não custam muitas pessoas, pra manter um obstáculo custa um devido apoio de mais gente e pra evoluir é preciso ter uma visão de avanço no skateboard que sobressaía ao deleite, contudo, um pensamento de do it yourself coletivo que na maioria das vezes não custa em dinheiro muito mais que dois refrigerantes, seja em massa plástica, vela ou tinta.

Andar de skate é sempre bom, evolução melhor ainda, portanto, visão de progresso podem estar certa e simplesmente em mão na massa e colaboração!

4 de nov. de 2017

Skate nada no sangue



Subi no skate com 15 anos, de lá pra cá vão fazer 10 anos, foram praticamente 6 regrados dos 15 aos 21, andando de 4 horas até 10horas diárias. Talvez pudesse ser encaixado entre os esportistas mais fanáticos, sabe? No que diz respeito a prática. Lembro que com 17 anos eu não me dava o direito de voltar pra casa sem voltar 10 backslide talslide, haha, eu levava tipo umas 20tentativas pra acertar um, e lembro que todo dia quando chegava com uma listinha de tricks na mochila eu pensava “hoje eu tenho que acertar um antes de 10 tentativas”. Tempo recompensador, dali seis meses eu lembro de dar bs tail em qualquer borda de qualquer lugar, tanto na escola, como em caixotes extensos de campeonatos diversos, bons tempos.

Uma característica interessante que noto ter até hoje é a pegada explosiva, vamos chamar assim. Algo como dar toda energia que você pode pra uma manobra só, pra um pequeno percurso. Então eu remava forte, eu dava o bs mais alto que o caixote, e sentava o peso no pé esquerdo de costas, porque skate é assim, ficar muito no macio é coisa de emo.

Entre torcer a camisa 5 vezes em um dia a ponto de comprar remédio pra hiperhidrolise ou ficar tão exausto que o momento que você cai no chão o corpo pede pra parar, e dava pra fechar os olhos e dormir, mas só o pensamento de mais uma tentativa te faz de um instante pro outro se ver correndo com o skate na mão pronto pra voltar a “final bang”.

Dentro da vivência no skateboard pude notar diversas coisas que auxiliaram a evolução, como não ter vergonha, aí não há problema em errar ou remar mancando de switch, ou independente da pressa explosiva ou da calma reflexiva, as duas formas custam tempo na evolução, até porque a porra toda passa a não importar num esporte infinito.

Penso que entender o skate como jornada é equivalente a preencher todos os aspectos da vida em seus detalhes dentro do mesmo. Como saber que fazer um tcc pode ser como um hardflip fs bigspin, ou não ter dinheiro no final de semana tem a ver com a diversão ta lá todo dia mesmo, não era álcool a diversão.

O skate dentro de uma cidade plenamente skatável dentro de determinado extensivo prazo desde o começo das remadas até os últimos grinds quando não se tem mais joelho nem idade pra andar de skate, todo o processo significou mais do que as infinitas tricks que se aprendeu e esqueceu, que acertou e que nunca tentou, que desistiu ou que quebrou peça, no fim, o que resta de valor é apenas a experiência. Quero dizer, quantos vôs vão dizer pros netos que voltavam nollie flip crooked nos dias de chuva? Ou explicar a sensação de um aéreo sendo que nem pular de paraquedas ou em uma piscina se iguala a uma rampa e 40cm de 1 segundo no ar?

A resposta está no clássico skate que nada no sangue do skater, não é mesmo? Mesmo enquanto metáfora, que essa invenção de shape sobre todas é parte de mim e extensão do meu corpo, também remete a maneira como eu vou ver o mundo.

É dignamente um problema subir as escadas do muffato sem imaginar um 3flip na mesma, ou descer as escadas da faculdade sem enxergar um nollie crooked, até mesmo passar pedalando por uma calçada de cimento queimado e ter certeza que ali é um pico de manual...

As possibilidades são tão infinitas, que ao se encontrar limites, funcionam como obstáculos reais, isso em cálculos possibilitando voltar ao loop de soma em possibilidades: existem X manobras de solo, adicione um trilho e teremos x manobras de solo + trilho. Adicione as manobras de saída e teremos x + trilho + Y, ou trilho + Y. Isso pra um obstáculo...

A verdade é que mesmo sem poder adjetivar ou definir skate, entender que é todo um caminho sem fim, recompensador, difícil e amaldiçoado dentro da vida de um skater, o tempo já não importou mais, as tricks ou por onde se andou, apenas os valores a vivência em cada momento digno de ter sido bacana ou tenso.

9 de abr. de 2016

O pop e a manobra colada



Os primeiros flips não são altos e os giros não são coladões, o desdobrar é capotado, contudo, o passar do tempo aperfeiçoa o flip faz o skatar mais bonito. Entre subir alto e colar alto, subir alto não assegura colar, enquanto, colar o skate sob as solas não assegura altura.

Na experiência a diferença é visível, aquele que sabe um simples Ollie Flip a mais tempo costuma jogar com mais de uma maneira, voltando-o alto ou voltando-o veloz, voltando-o com a altura do rodopiar ou adequa-lo ao encaixe no obstáculo.

A princípio o Ollie é um salto, pular, e quanto mais alto o salto mais alta a manobra, enquanto a sincronia ritmica (pop + chute-lixa) é sequencialmente fluída. A força da explosão gerada no encolher projeta o skate mais alto, entretanto, a sincronia total deve corresponder a mesma força, quando o deslize sobre a lixa coloca o skate na altura desejada.
(A força ao sair do chão + ritmo chute-lixa)

O esforço é um vetor que aponta para um objetivo, simples tentativas de manobras altas aproximam-o mais e mais do domínio, afinal, o fim de uma trajetória é recompensador.
O esforço nas tentativas de pular mais alto, encolher mais, colar mais é o caminho que o faz conhecer a força, aperfeiçoar o ritmo e ter em mente a habilidade.

7 de abr. de 2016

Uma queda é suficiente



Lembro de quando saiu o vídeo Lakai Fully Flared, saiu nas revistas, os amigos recomendavam nas pistas; decorei as linhas e conseguia falar de memória antes do skater voltar manobra. A primeira parte, Mike Mo, era inspiradora e em determinada parte ele brinca com os trucks soltos, nota-se um skate bem mole. Logo, deixei os trucks moles afim de experimentar as vantagens, conseguia salvar muita manobra; conseguiar arrumar o skate contra o obstáculo em menos tempo; era vantajoso em aspectos.

Uma vez fui filmar um amigo de LongBoard em uma ladeirinha rotineira, com o skate mole e uma câmera na mão, confiante... Só vai! Descemos e no meio da rua os skates atingiam entre 40km/h e 60km/h, o skate desajustou-se com a velocidade e reagiu a força, balançou, balançou, balançou e tomei o maior rola da minha vida. Uns tantos kilometros por hora, pude ver em Slow Motion o desastre, tentei proteger a câmera, rolei, parei em um slide de barriga no asfalto. A marca tenho até hoje.

Não cometer o mesmo erro, aprendi. Trucks moles são para manobras, trucks duros são para ladeiras... Entre muitas outras experiências com erros no skateboard; sempre conferir o chão de entrada e saída de uma escada, tirar toda a sujeira para não acontecer nenhuma travada. Não andar em quenias que mais prometem lesões do que manobras, não pule um gap cujo solo da volta, a onde concentram-se os erros das tentativas, é algo que pode causar machucado.

Os skatistas experientes sabem disso, não cometer erros perigosos, um tombo em más condições já é suficiente para aprender na vida. Errar sem se machucar, por outro lado, não é algo ruim, segurança no manobrar é evoluir o skate de verdade.

Economize riscos e aprenda ao invés de machucar-se.