21 de nov. de 2011

Teoria manual







Ninguém nasce sabendo e todo mundo sabe disso, entretanto é necessário entender como treinar manual nas quatro bases. Como sair manobrando? Como entrar manobrando?

Entre os modos de variar o aprendizado de manny o mesmo possui início no solo. É interessante a evolução do solo em razão de não haver um limite a se percorrer. É possível do mesmo jeito que em um palco ainda dar out (saída) de tricks, variar a velocidade ou a altura que se mantém o board. Esse meio tempo permite aprender a controlar o centro de gravidade com os movimentos dos braços, o eixo do skater sobre o ponto de equilíbrio no skate, e o movimento do pé afim de dar trick ou se equilibrar.

Já em um palco de manual, entrar de trick exige que a manobra tenha sido certa, afinal, se em um flip nosemanual você empregar muito peso pra frente, não tem saída, você cai. O que além de um ralado traz a compreensão de ter foco no equilíbrio que um nosemanual exige em um palco. Esse obstáculo sempre joga no chão, portanto a concentração não é algo opcional.

Manual é a trick que possui o exceder de limites em combos, isto é, além das quatro variações de base, e o cálculo que aumentaria as possibilidades que terminariam em Manobra + Manual, Manual + Manobra ou em Manobra + Manual + Manobra. Há inovações de modo a se permitir os combos, como é no jogo do Hawk. O manny permite juntar um obstáculo com outro como o Marcelo Formiguinha costuma fazer entre as bordas do Vale do anhangabaú. Portanto há variações que permitem aperfeiçoar mais e mais o equilíbrio.

Dá pra treinar parado em casa, em cima do tapete, sem fazer barulho durante dias de chuva...




8 de nov. de 2011

Teoria do skatista completo



Existem aqueles que gostam de voar; existem aqueles que gostam de ficar mais perto do chão; existem aqueles que gostam de andar mais no caixote; existem aqueles que são bons no flip e aqueles que são melhores no heelflip;

Existem aqueles que são bons no caixote;
Existem aqueles que são bons no trilho;
Existem aqueles que são bons no aéreo;
Existem aqueles que são bons nos giros;
Existem aqueles que são bons nos manuais;
Existem aqueles que são bons no Switch;
Existem aqueles que são bons no Nollie;
Existem aqueles que são bons no Fakie;

No skate não há um treinador, portanto não há uma regra; você monta o skate uma loja e segue skatar possibilidades infinitas. Alguns desenvolvem muito o heelflip, outros parecem preferir as rampas, enquanto uns dominam o BackSide nas bordas, outros colocam o FrontSide Shove-it em qualquer lugar...

O skate ser individual possibilita certa margem de escrita ao ``labirinto do pensamento``. Não há uma real cobrança de conquista, você como qualquer outro pode ver um ilimitado mundo de práticas no skateboard. Há contudo uma nomenclatura, uma organização das manobras básicas às mais complicadas, as quatro bases para aprender e os obstáculos. A lacuna do skateboard pode ser preenchida.

Logo, tornar-se completo exige entender e aprender, desde todos os giros simples, às junções com os obstáculos e manobrar nas quatro bases.
Flip 50-50 Grind (Os mais simples Board Slide (Todas aceitam
Heelflip 50 Tail Grind e comuns grinds) Tail Slide Front Side e
Shove-it Nose Grind Nose Slide Back Side)
Fs Shove-it Smith Grind (Todas aceitam Blunt Slide
Varial Flip Feblee Grind as quatro bases) Nose Blunt Slide
Varial Heelflip Crooked Grind
Hardflip Salad Grind
HardHeelflip
180 Front Side (Representam a entrada
180 Back Side das manobras)

Não há uma obrigação quanto a dominar o skate, aprender todas pode ser uma cobrança pessoal. Mas, são características de skaters completos, não só saber essas básicas como recombinar em muitos e muitos combos!

O BackSide Bigspin, (180 Bs + Shove-It), é muito usado em combo.

28 de out. de 2011

Teoria da atenção ao obstáculo



Penso que generalizar problemas não é um problema, afinal, na vida, todo mundo acaba batendo só em um tecla mesmo. Skaters, às vezes, andam em só um obstáculo. Ele entra na pista e começa a andar em tudo, mas, destaca-se muito mais no trilho. Logo, todos os dias, passa o seu tempo inteiro no trilho, a energia acaba e volta pra casa. No dia seguinte, volta, faz tudo de novo.

A afinidade é criada com a familiaridade, ``conhecer o obstáculo`` significa sentir-se em casa, o que evidentemente aumenta o seu nível de skate.
Por outro lado, o resto dos obstáculos continua ``desconhecido``, e o estilo ``street skate`` (caixote; trilho; escada; 45graus;) fica incompleto (por hora).

Na dúvida quanto a evoluir em um obstáculo ou em vários, rápido em um sentido ou lento em mais sentidos, fica a questão: base.
Base é sempre o essencial, e o essencial te proporciona a evolução mais rápida que existe, ou seja, se você aprender as manobras básicas, você tem o que é preciso para as difíceis.
Se as manobras primárias são simples e essenciais, as primárias de cada obstáculo o projetam simplesmente às mais complicadas.

Logo, há trajetórias do início de cada obstáculo, o que permite ao skater planejar caminhos e tornar-se um skater completo. Deixar algo de lado, e optar por não tentar evoluir, significa uma habilidade não aperfeiçoada no futuro.
A teoria defende que aperfeiçoar todos obstáculos significa andar em todos, todas as tentativas te ensinam alguma coisa. Cada experiência singular vai trazer uma visão da manobra cada vez melhor, com o tempo não só o manobrar melhora como o amor por manobrar também. O tempo vai provar-se com um engradado de manobras, originais de um misto de esforço com atenção e um nível de skate ao deleite.

17 de out. de 2011

Teoria concentração inibe o medo



Estar concentrado no skate, viver somente o momento, prestar atenção apenas nas manobras. Isto aliado ao gosto de andar de skate, ao amor, é capaz de inibir o medo.
A vez do medo tem um tempo, uma pequena durabilidade, a concentração tem que ser maior.

Quando você atenta-se a cada movimento, o medo fica de lado. Se a manobra está no foco da concentração, aí então você faz o que tem que fazer sem vez ao medo. Já sem medo, em uma tentativa, a ausência de medo permite detectar os erros.
Tem a ver com esvaziar a mente e enche-la novamente, retirar o medo e as palavras contrárias, e encher com gana pelo skate.

Se você é como eu e não consegue esvaziar a sua mente, fazer um silêncio interno, colocar-se no presente parado, silenciar a imaginação. Traz a vontade àquilo que você quer fazer, sobe no skate e objetiva dar aquele flip chavoso, abre o sorriso e veja como o esforço recompensa tudo que se tenta e quer.

Acreditava que a concentração sozinha conseguia inibir o medo... O texto sobre emoções fala sobre a questão de um ponto de vista contextual.

10 de out. de 2011

Teoria do momento



Ao aproximar-se da borda, encolher é suficiente para chegar na borda? No observar de outros skaters, eles posicionam-se muito rápido, às vezes, posicionam-se e reposicionam-se inconclusivamente, às vezes, tremem na postura de trick, às vezes, o encolher não ajusta-se com a fôrma do skate e mantém uma tensão.

Uma tentativa significa uma postura a se encolher, o que permite condensar uma energia no sentido de manobra desejada. Um flip é igual tail + meio shape, uma flexão de joelhos e uma explosão de energia com todo o processo da manobra.
Entretanto, o encolher possui um máximo, abaixar muito. Encolher possui um mínimo, abaixo pouco. No skate, o correto é o meio termo! Abaixar entre o muito e o pouco. Uma flexão de joelhos capaz de projetar um salto (ollie).

No mínimo encolhimento, quando o skater chega na borda ele não produz força suficiente para subir o skate.
No máximo encolhimento, o músculo tem que segurar muito peso, ao invés de manter-se em ponto de reação, no momento da trick os membros inferiroes estão exaustos.

Há skaters que podem posicionar-se errado e voltar trick... Skate possui sua maleabilidade.
Entretanto, no posicionar de uma trick, em qualquer postura que os pés assumam, sente-se o peso do corpo (leve). No encolher, os membros inferiores vão equilibrando e sentindo esse peso. Sentir esse peso é muito importante. Quando se chega ao meio termo, ele ajusta o skater e o skate, fazendo com que se sinta o movimento (pesadão). Esse sentir do peso na postura permite sentir o skate e sentir o firmar dos pés, sem tremilique, abaixadão em meio termo.

Às vezes, a gente só dobra o músculo e dá aquela trick cabreira, rápida e certa, mas, não precisa ser de repente, tem jeito...

26 de set. de 2011

Teoria controle do movimento



Ouvi muitas vezes que o skateboard é em parte psicológico e em parte técnica. É verdade que a mente está sempre presente na prática do skate, desde os pensamentos que fluem ao funcionamento do corpo durante o manobrar.
O que entende-se por domínio e experiência pode ser visto como compreensão psicológica. Dois sujeitos que tentam pular uma mesma escada, um que domina bem o flip, outro que não domina, o primeiro acerta e o segundo, com medo, erra. A execução do flip significa um manobrar que era sabido pelo primeiro e não pelo segundo. Onde a conquista exige que o psicológico tenha conhecimento sobre a trick no skateboard, enquanto o medo e o erro vinham com o desconhecimento.
Observe que a técnica é algo que pertence ao psicológico, possibilitando um habilidoso skater a flipar alturas e degraus. Enquanto a ausência da técnica não traz firmeza à manobra e não desarma o medo.

A parte psicológica também precisa se desdobrar em nomenclatura, o que significa que saber Flip e saber Nosemanual não garante uma junção imediata (Flip Nosemanual). Quando a manobra torna-se nomenclatura, ela contextualiza-se de uma maneira própria, ou seja, um Flip para o Nosemanual precisa ajustar-se à continuidade, ou melhor, precisa ajustar-se à mistura de duas tricks. Um FrontSide Shove-it e um Flip não viram simplesmente o hardflip, tem-se uma trick que é a junção, entretanto também ganha dimensões físicas próprias na execução do giro.

No exemplo do Flip Nosemanual cabe a ``Técnica: lerdar o movimento.`` Apesar dos pesares, manobras possuem um tempo e dependem do skater. Naturalmente o pop é dado com muita velocidade, um flip começa muito acelerado, o chute pode deixa-lo ainda mais veloz (há skaters visivelmente velozes nas tricks de giro). Entretanto, é possível desacelerar a trick, durante o chute, senti-la e dar continuidade ao invés de por velocidade.
Observe que diferente de um Flip comum, um Flip Nosemanual costuma ser mais ``lento``, a execução mais lenta permite o skater segurar o Nosemanny no fim do Flip. O tênis sai mais lentamente no chute, o skate leva o giro por todo o tempo de vôo e o skater acomapanha-o como uma extensão palpável.

Assista skateboard, observer skaters diferentes, note diferentes maneiras de manobrar as mesmas manobras. Compreenda como você gira as tricks, tente de maneiras diferentes, corrija os erros. Veja o skateboard de uma maneira mais profunda e como manobrar possibilita uma imensidão de recolocações do skateboard. Aprender um Crooked e conseguir brincar com o mesmo significa andar bem, significa explorar e controlar o skateboard.

A teoria do caos é a ideia de que pequenos acontecimentos podem fazer grandes acontecimentos futuros. Não é diferente no skate, uma reinterpretação pode gerar grandes mudanças futuras. Portanto, quando aprender uma trick, aprenda ela ao ponto de reproduzi-la na mente. Encontrar o jeito e buscar faze-lo é o caminho mais simples no skateboard. Não se engane, não é porque o skate jogado às traças, que ele deixará de ser esporte.


13 de set. de 2011

Teoria do meio mais fácil



Sabe aquele poder de concentração capaz de apagar todas as distrações, os sons, os outros, os demais obstáculos e focar em apenas um? São pouquíssimos assim, entretanto, já viu um treino só presentea-lo com uma trick nova? Também é raríssimo. Skate não é fácil, concentração vem com prática, desde os afazeres até o skateboard. A questão é que ele pode parecer fácil, afinal, há meios melhores de manobrar o objeto skate.

Já viu o 3Flip de algum profissional? O P-Rod dá só um toquinho. O Luan conseguiu fazer um record com fluidez. O Felipe Gustavo com um toquinho coloca o skate em cima da borda.
``Conhecer o giro`` significa executa-lo com um toquinho...
Em um treino eu tento 3flip, de maneiras pesadas, de maneiras leves, até encontrar a fluidez certa que permite o giro.
Sabendo 3flip, noutro treino posso aperfeiçoa-lo de maneira mais simples, refazendo-o, sentindo-o, até torna-lo um toquinho.

Chegar com um objetivo em mente, ``deixar o 3flip um simples toquinho``, significa um esforço que vai exigir apagar as distrações e focar no mesmo objetivo. Deixar tudo de canto, por hora, e conquistar um 3flip boladão!