30 de nov. de 2010

Teoria do chão



O piso do lugar que você anda pode intensificar seu role ou atrasar. Logo, a escolha do lugar a onde andar faz uma diferença muito grande.

Quando se anda no asfalto, as manobras dificilmente saem, o skate desgasta muito mais e se você tomar um tombo, já sabe.

Percebi através de uns 3flips em solos diferentes, que nem me esforçava quando o solo era liso, e errava quando era áspero, porque na teoria eu fazia o mesmo processo.
Notei também na época que eu treinava em um lugar que o piso era como o de quadra de futebol, o shape durava por mais tempo, ao contrário de um dia de role no asfalto, que o shape pega a aparência de um mês de uso.

Portanto, as vantagens que se tem em andar no piso liso são maiores em todos os aspectos, o seu skate e você não se desgastam, e se cair, está pronto para levantar e tentar de novo.
Ao contrário de outro solo, que pode render ferimentos e gastar suas peças de maneira muito mais rápida.

Não se trata de opção, sim, tem momentos e lugares que não há como escolher, mas, é bom trabalhar a ideia, porque entender isso é melhor do que não entender.

27 de out. de 2010

Teoria da Mini-Ramp



Mini-Ramp é uma modalidade do skate que traz base para diversas outras, desenvolve familiaridade na borda, equilíbrio nas outras bases, facilidade com transições e da um ''gás'' para dar manobras seguidas.

Esta teoria é para incentivar o uso das mini-ramps e dar umas ideias para andar nelas.
Quando comecei a andar em mini-ramp, acabava caindo muito quando tinha que voltar de fakie, foi quando tava formando a teoria do equilíbrio. Você deve dominar um pouco o equilíbrio de fakie para andar na mini, de quebra o switch. Se você tem o privilégio de andar em uma mini de madeira, então aproveite isso ao máximo, vá sem medo, arrisque, porque é fácil aprender manobras em mini, já que ela não te quebra e o medo quase não tem vez quando é esquecido.

Deve aprender as primeiras manobras que são o Rock n' Roll, 50-50 e tail-stop.
Rock n' Roll é simplesmente ter o equilíbrio pra voltar, já que encaixar até sozinho o skate consegue, não é mesmo? Portanto, ter o fakie confiante, equilíbrio, faz você entender por completo, não só essa, mas todas as posteriores.
50-50 é realmente muito fácil, quando você entende o processo. O jeito mais fácil é erguer o nose bem pouco, vai sentir encaixar o grind, baixa a frente e é simples assim. O aperfeiçoamento dessa em especial, partindo disso, tá na prática. O truck de trás travar, só acontece com movimento involuntário ou cooping imperfeito.

Tail-Stop a gente meio que aprende nas primeiras, é quando você volta de fakie e encaixa o tail como se você fosse dropar novamente. Basta empurra-lo contra a borda com o pé de trás, ele encaixa sozinho, depois de alguns acertos, você acerta mesmo sem olhar para a borda.

Essas três manobras você pode facilmente aprender em um dia, eu já vi caso de pessoas aprenderem várias e várias no mesmo dia.

As manobras de Mini-Ramp são ramificações (do street também), você pode aprender 50-50, depois grind, depois flip 50-50 e em seguida flip grind. É bem em ordem sequencial, o importante é não desistir no começo, palavra de quem teve muita dificuldade no começo, mas, agora é a onde eu tenho mais facilidade de andar.

Por último fica aí rapidamente explicado como dropar. Para quem não sabe, não tente aprender com a técnica ''mata barata'' ou coisa parecida. Repare que quando você encaixa o tail e está prestes a dropar, seu peso está todo no pé de trás, o que você tem a fazer é transmiti-lo todo para o pé da frente, não tem segredo, o resto é coragem.

Diversão é fundamental, porque dar um blunt na mini de 1m e em um quarter de 2m são a mesma coisa, mas, é mais por entender que é muito legal e não perigoso.

14 de out. de 2010

Teoria do movimento involuntário



Quando eu estava tentando uma manobra na ‘’asa da savana’’, percebi que não tinha a mesma facilidade do que no solo, e o que me impedia não era especificamente o medo.
Observei que o meu erro estava em movimentos involuntários, ou seja, eu chutava a manobra, ela colava e eu dava um toquinho com o pé que a tirava.

Não sei ao certo o motivo desses movimentos, suponho que o medo tenha parte da culpa (não toda), entretanto, a falta de convicção na hora da manobra deve ter maior parte. Portanto, tenho que estar certo do que estou fazendo, entender meus movimentos, chutar do jeito que é pra chutar e não deixar que eu mesmo me impeça. Deve-se ‘’rasgar’’ o tênis no chute, não só dar aquele toquinho preguiçoso que gira um flip vagabundo, se a questão é acertar perfeito, acredito que a força bem aplicada não da margem pra os movimentos involuntários acontecerem.

Medo não pode ser o único culpado, afinal, a gente não tem medo de errar uma vírgula, mas erra...

2 de out. de 2010

Teoria da competição pessoal



Há mais à frente a teoria da competitividade sadia, mas, é importante ressaltar por aqui, antes, que o maior obstáculo sempre vai ser você mesmo, a maior recompensa, reconhecível por assim dizer, vai estar em si. Portanto, fazer bem feito de maneira pessoal é realmente efetivo em relação a avanço próprio no skate. Contudo, esse vai ser eternamente seu maior desafio, superar você mesmo, competir com você mesmo.

Será que mais gente compara o skate com tudo na vida?

19 de set. de 2010

Teoria da divisão de peso



Uma noção importante na postura pré trick está na divisão do peso. No switch da pra perceber que o equilíbrio fica bagunçado devido a essa divisão, então, isso serve pra todas as bases.

O peso na hora da manobra deve ficar na perna que vai chutar o skate, mas, não todo ele, basta entender que se você manter 50/50 não vai ter a melhor resposta no pop, e se ficar 60/40 (perna de trás e da frente respectivamente) o skate vai encostar o tail no chão.

Não precisa ficar se entortando, para deixar o peso no pé da frente, basta ficar naturalmente em cima na hora da trick, é natural, e quando não, a gente erra só pela memória de movimento não lembrar, muito menos a atenção, e para você ter certeza que está assim, tem que ser capaz de tirar o pé do tail e ficar equilibrado somente no outro.

Só pra não ter dúvida:
s/s = Switch Stance (base trocada)
Fakie = Andar para trás
Nollie = Ollie com a frente do skate
f/s = Frontside
b/s = Backside

6 de set. de 2010

Teorias para certas manobras

Ollie: É complicado explicar uma manobra tão simples! Aí vai a sequência de movimentos:
Posicionar os pés, o de trás vai na ponta do tail e o da frente fica atrás dos dois parafusos, e se você preferir mais para trás ainda, mas, não leve-o mais para frente.
O peso fica na frente e não atrás, você transfere seu peso para o pé de trás por um instante, em um pulo, não apenas uma batida que seria só o resultado sonoro. Esse movimento saltado já projeta para cima centímetros e o skate ficará em um ângulo de 45º, este é o momento do chute, e quando digo chute não é um golpe, é uma espécie de ritmo, é dobrar o pé da frente e arrasta-lo para cima até o nose, assim você conserta o skate deixando ele no ângulo certo, logo, você espera calmamente voltar até o chão, segura o impacto e já era, o equilíbrio sempre um pouco mais à frente.

Shove-it: O pé da frente não tem muita presença no começo desta manobra. Você deve dar um salto puxando o de trás e aliviar o da frente, ele simplesmente não influencia. Isso permite que o skate gire, enquanto você está no ar, o pé da frente quem busca o varial, é realmente muito simples.
Lembre-se, se o skate não ta girando pro lado que você quer, então ao invés de puxar você tá empurrando, mas, o segredo do giro é o pé de trás, para onde ele vai é que vai determinar para onde o skate vai.

Nollie: Posiciona o pé da frente no nose, calcanhar pra baixo, porque como o aperfeiçoado gera um efeito elástico, extrair o máximo disso, ou seja, um nollie mais alto, é essencial.
É bem parecido com o fakie, o pé de trás no meio do skate, e a repetição até achar o ritmo, afinal, não é o ollie habitual.

360flip:

1 de set. de 2010

Teoria da concentração e respiração



Esta teoria eu criei é resultado de campeonatos, experiências, eu ficava muito nervoso, meu coração passava a ser notável, errava manobras tranquilas e simples.
Aí então pesquisei como se concentrar e acalmar o corpo para conseguir agir tranquilamente.

Por Wagner da Rocha
’’A respiração proporciona o dinamismo, a vitalidade e a alegria que necessitamos para obter o sucesso profissional.
A grande maioria da população urbana não realiza esta função adequadamente por possuir sérios problemas respiratórios. A falta de informação sobre a maneira saudável de respirar gera uma ineficiência físico-emocional que atinge vários setores da vida humana.’’

Respirar fundo funciona, relaxa todo o seu corpo. Lá no aquecimento ou caso esteja sendo visto por pessoas que devem esperar a sua queda, respire fundo, desacelere o coração, encare as pessoas, veja que não há nada demais.
Conseguir dominar o seu corpo é um enorme pilar pra mente durante o aquecimento, afinal, não se deve ignorar isso como um exercício.
Respirar fundo para controlar o seu corpo e concentrar-se somente nos movimentos a serem feitos. O que traz a dúvida de como se concentrar, assim como em uma leitura, deve-se por somente em foco as manobras que devem ser feitas e a dimensão do obstáculo, após ter derrubado barreiras como descontrole emocional. Por concentração, entende-se também objetivo. Auto vigilância, deve compreender suas pernas, seu peito, se treme, se o coração bate forte, e em seguida após dominar-se, acredito que terá uma boa melhora na sua volta.