14 de mar. de 2016

Gravar o processo e deixar correr



A atenção em si durante os treinos é importante de maneira que o torne capaz de explicar as tricks. Endendendo as manobras você assegura a base, tanto para si quanto para dizer ao próximo.

Gravar os movimentos e repeti-los, quando na perfeição, deixar a fluidez do movimento permite que a sequencia seja correta, um depois do outro. Um dominó rítmico permite que a manobra memorizada seja reproduzida. Assim a experiência ganha evoluções de maneira perfeita e tranquila.

10 de mar. de 2016

Skateorias entrevista Jessica Florencio

Jessica Florencio tem 24 anos, é de São Paulo e possui várias conquistas no skate feminino brasileiro, uma das quais é o 3º lugar da categoria feminina no X Games do Brasil, que ocorreu em Foz do Iguaçu em 2013.



Eaí Jessica, beleza? Quantos anos de skate e como começou a andar?

Oie beleza, não sei ao certo, mas, mais de 10 anos no role, comecei a andar por influência do jogo Tony Hawk e o incentivo de um amigo que estudava comigo, troquei meu char do tíbia pelo skate do meu primo que era skate de brinquedo e não durou muito, então precisava de um novo e melhor, então pedi pros meus pais que me deram em troca de manter a casa em ordem, era a forma de pagar meu skate, a partir daí não parei mais...

Você acredita que um detalhe pode fazer toda a diferença entre o errar e o acertar?

Bom entre o errar e o acertar acho que a diferença é o treino, sabe? um pouco de falta de concentração, acho que esse é o detalhe, o skate exige persistência e treino.

Você tem uma manobra ou um obstáculo preferido? qual seria e por que?

Sempre curti andar em corrimão pelo fato de parecer difícil e nem sempre todas as meninas tinham facilidade de andar, então eu conseguia me destacar nos campeonatos que era meu objetivo na época.

Tem alguma dica que ajude o foco e a concentração, seja pra campeonato ou aquela trick difícil?

Acho que manter o pensamento positivo de que temos capacidade de acertar ajuda na concentração e na trick difícil, pelo menos pra eu, essa técnica ajuda hehe

Na sua opinião, na teoria a manobra de escada é a mesma do solo?

Eu costumava gostar de pensar que não tinha diferença entre escada e solo, mas na prática tem diferença sim, no impacto na velocidade na distância, muita coisa muda sabe.



Você vê o skate como percentualmente psicológico?

Com certeza, pra eu o skate é mais psicológico do que técnica, claro que quanto mais treinamos mais aperfeiçoamos a técnica. Mas se você não tiver o psicológico forte pra vencer o medo é difícil evoluir.

Por ser menina e estar em um esporte que têm muitos homens, a recepção é tranquila?

Na galera de skate sempre fui bem recebida, mas já passei por uma ou duas situações chatas de que skate é coisa de menino.

Tem alguma história engraçada com o skate?

Bom eu tenho algumas histórias com os roles de skate, a maioria engraçada depois que passa o momento haha, a que vou contar agora é da trip que fui pra Europa, eu estava em LA na casa da Ana Paula e Leticia, e de lá iríamos juntas pra uns campeonatos na Europa, mas para voltar de lá iríamos voltar em aviões diferentes e diferente horas e escalas. Eu não falava nada de inglês, peguei o voo certinho, mas, chegando de volta para o aeroporto já era em torno de 23:00 da noite e como não consigo dormir em avião e tinha passado mais de 11 hs no avião estava morta de sono, eu no aeroporto não encontrava nenhuma das meninas, eu não sabia que ônibus pegar e não sabia o endereço da casa da Ana, não tinha Internet no celular não sabia falar inglês pra pedir ajuda e já estava dando meia noite, como sou desencanada resolvi dormir ali mesmo e tentar ajuda de manhã pois eu estava mega cansada, então procurei um cantinho sossegado no aeroporto de LA peguei minha mala deitei ela, tirei minha “sleepingbag” tipo saco de dormir que comprei na trip da Europa na Inglaterra porque é muito frio lá, fiz um travesseiro com minhas blusas de frio envolvi meu braço na mala e na mochila pra sei lá, ninguém pegar kkkk, e capotei, de manhã logo q acordei colei no Starbucks do aeroporto tomei meu café da manhã e fui atrás de ajuda, eu parada enfrente ao aeroporto pensando no que fazer, comecei a prestar atenção em um monte de vans levando a galera do aeroporto, e pensei em tentar falar com o motorista pois a única coisa q sabia era q a Ana morava do lado do metrô Pershing Square, então o motorista foi muito atencioso, falava espanhol e me entendeu e disse q sabia onde era e que me levava lá, então entrei na van e graças ao bom Deus deu tudo certo haha, chegando lá a Leticia e a Eliana tinham acabado de sair a minha procura, a galera estava em choque, minha mãe queria me matar pelo Skype, mas depois que expliquei o ocorrido ficaram mais tranquilos, resumindo to viva haha...

Qual o feeling que te mantém andando de skate?

O feeling de liberdade a diversão com os amigos e tipo sempre tem o que aprender com o skate, sempre conhecer novos amigos, pistas e lugares, skate não para haha.

Deixa uma mensagem de skatista pra skatista

“Vagabundo do skate não tem pra ninguém” Emoticon tongue brinks, bom o recado que deixo pra vocês é nunca desistirem dos seus sonhos tanto no skate quanto na vida e se for pra fazer algo que vocês façam o melhor de vocês, que com toda certeza vão conseguir vencer nessa vida aqui! Abraços, bom role de skate pra vocês ^^

15 de jan. de 2016

Treino das três seguidas



Sendo skatista nós sabemos que deixar a manobra na base é essencial e difícil. Há diversas circunstâncias que influenciam nas sessões: sol, escuridão, cansaço e fome entre outras inúmeras... Por outro lado há alguns momentos em que circunstância incomuns apresentam melhoras no skate, é o que ocorre quando o skater se lesiona, ele pensa tanto em skate e manobras que quando melhora acerta todas, todas que pensou e repensou tornam-se realidade.

O skate se apresenta de maneiras comuns e incomuns, às vezes inesperadamente, às vezes de muitas maneiras... Onde as melhoras surgem no excessivo treino ou na simples empolgação; as manobras mais complicadas, às vezes, surgem na surpresa de um skater que dormiu pensando nela ou em uma primeira tentativa de final de semana.

A teoria do treino das três seguintes defende que a repetição traz a base: ``Treinar essa manobra até acerta-la e só paro depois de três seguidas.''
Depois repetições de aperfeiçoamento até a manobra ficar bonita. Entre brincadeiras e distribuições de uma mesma manobra na pista. De simples Flips para Flips mais colados e altões.

Vá fundo e realize as tricks completas dentro da consciência, vise melhoras e dê o seu melhor, deixe o skate em um nível tão alto que vão dizer que você faz parecer fácil.

2 de jan. de 2016

Ressaltando potencial



Há aqueles que são bons nos flips e aqueles melhores nos Heelflips. Aqueles que evoluem rápido na borda e outros melhores no trilho. Alguns com muita facilidade nos verticais enquanto outros ficam no palco de manual.

Treinar mais onde se encontra a facilidade significa melhorar muito, ou melhor, a evolução ganha mais velocidade a onde você já é bom... Varial Heelflip sai tranquilo para os Heelflipeiros e o melhor a fazer é incentivar essa base.

Sabe onde estão suas facilidades? Desbrave!

27 de dez. de 2015

Trick na 45



Quarenta e cinco graus é como é chamada uma rampa reta, onde os skaters dão tricks na subida e voltam... É bem fácil de reproduzir uma manobra de giro do solo enquanto sobe, voltar à rampa, e descer de fakie. É uma questão de ritmo, quando for em direção a quarenta e cinco, o skate vai subir, logo você dá a trick enquanto ainda sobe. A manobra é dada antes de parar, afinal quando o skate termina de subir ele para por um instante e desce. Manobrar quando ele pára é possível, igual solo, só que quando você volta ele desce muito rápido. Manobrar quando ele está subindo é tranquilo, igual solo, só que quando você volta ele pára, porque está no tempo de parar ainda, antes do tempo de descer.

Esse instinto espacial fica gravado com o tempo, logo suba na rampa com uma velocidade certa, ele vai chegar num ponto fim de energia e voltar, você marca esse ponto de retorno. Logo lembre desse ponto nas tentativas, e quando for dar as tricks de giro, dê um instante antes desse ponto de retorno. Dessa maneira o fim da trick favorece um pequeno tempo, onde o skate pára, você retoma o equilíbrio e volta.

Já viu o programa da ``Super Câmera``? O Greg Lutzka participou de um episódio, dando um Ollie em uma escada. Na gravação vista frame a frame, em câmera lenta, o Greg vem em movimento de encontro a escada, dá um Ollie, e chega ao chão; ao chegar no chão o skate pára. Os frames mostram que ele permaneceu parado por algum tempo enquanto dissipava a energia de uma manobra no gab dada por um skater em movimento.
As rodas realmente desaceram um pouco quando o skater absorve o impacto de uma trick, o que é usado afim de dissipar energia e manter o equilíbrio. O tempo que se passa no skate é todo de equilíbrio de peso. Entretanto em um manobra no ar não há esse equilibrar, esse equilíbrio vem do começo da trick e do fim, no solo. Logo, quando o skater volta a retomada de equilíbrio utiliza desse momento, tanto no solo, quanto em obstáculos.

5 de dez. de 2015

Evolução



O skate oferece uma biblioteca com livros e livros, qualquer um que você leia traz alguma evolução, desde os mais simples aos mais complicados. Não há um limite no skate em questão, estagnar passa a ser uma escolha, continuar colocando página na história do board, uma outra boa escolha.

Tudo começa nas tricks de solo, mais à frente há os obstáculos, quando começam a haver junções de (solo + obstáculo), o HD das manobras ganha uma multiplicação de número de base de manobras. Há os combos de caixote com (solo + caixote) ou (caixote + solo), a coisa complica um pouco mais em (solo + caixote + solo). O mesmo vale ao trilho (solo + trilho ), passando por (trilho + solo), chegando a (solo + trilho + solo)... Evoluir ganha um caminho enorme a percorrer e estamos ainda em parte do skateboard. Os trilhos em escadas são uma outra visão de um obstáculo simples, assim como as bordas descendo ou despencando.
Sem esquecer das multiplicações de tricks que existem nos quarters de Mini Ramps com margens fluídas e possibilidades infinitas.

Logo, desde aqueles primeiros giros no solo, os primeiros eventos que participo, os talentos que conheceu. Veja o quando percorreu dentro do esporte, o valor que a prancha sobre rodas tem hoje internamente. Mais à frente os problemas da vida vão encher, como for, a história sobre o skate já foi escrita e esse registro tá marcado na essencia do esportista pra sempre.

23 de nov. de 2015

Toques de pista



As vezes, você recebe pequenos toques, pequenos conselhos, que fazem pequenas diferenças... Lembro dos meus primeiros dias de skate, treinando Flip incessantemente, errando todos, uma tentativa caía com o pé da frente fora, a outra caía com pé de trás fora. Chegou do meu lado um skater Amador regional, Ben Hur, e disse ``é só encolher``. Onde estava o problema, pude notar, e nas tentativas seguintes de refinamento chegar mais perto do acerto. Depois de tentar Flip na grama, na grade, parado até aprender. O princípio gravado na memória do movimento, ``encolher``, estava aprendido e presente em todas as outras próximas tricks.

Esses pequenos toques funcionam como uma corrente, ocorrem em pistas, são de skatistas com skaters, infinitos e repassados. Por isso todas as vezes que alguém mais jovem pergunta ``Como dá um Flip?``, eu paro e dou a melhor explicação. A pessoa pode não absorver tudo, mas algum toque pode ser essencial, pode ajudar na conquista da trick e ficar para sempre na memória.

O Skate agradece pequenos toques, desde aquele que dá um shape usado, ou aparece com um rolamento a outro que ficou sem.
Muitas vezes o skatista mais experiente não teve ajuda, insistiu tanto que aprendeu, hoje vê de vários ângulos os erros e acertos. Essa experiência não tem um preço, entretanto quando é repassada de algum modo, representa um toque a outro esforçado que também vai conquistar habilidades sem preço.

Ajuda é, às vezes, o reabastecer de combustível a continuar.